
Em Nova Lima (MG), um espaço vem se consolidando como referência em colaboração e impacto social. A Casa Oté é um espaço colaborativo, dedicado ao fortalecimento de organizações sociais do Jardim Canadá e região.
A iniciativa promove ações conjuntas voltadas à construção de uma rede comprometida com o impacto positivo e o desenvolvimento territorial, incentivando o protagonismo local e o senso de pertencimento para a construção de um impacto social duradouro.
Diferente de projetos prontos, o propósito da rede, o espaço e o conteúdo de desenvolvimento das organizações que fazem parte da Casa Oté foram desenhados de forma colaborativa, a partir das necessidades reais das organizações.
Vamos conhecer mais sobre a Casa Oté e saber por que ela representa um novo jeito de pensar o investimento social?
O nome já diz muito sobre a essência do projeto. “Oté” significa árvore, na língua do povo indígena Xacriabá. Além de ser um símbolo de crescimento, a árvore representa algo ainda mais profundo, que são suas raízes.
A Casa Oté se inspira na ideia de uma floresta, um sistema vivo, onde diferentes elementos se conectam, se fortalecem e crescem juntos. Nesse modelo, o impacto não está em uma única organização isolada, mas na rede que se forma entre elas.
É essa lógica que guia toda a atuação da Casa Oté: fortalecer conexões para gerar impacto coletivo.
A Casa Oté é resultado da colaboração entre três atores principais, cada um com um papel complementar:
Esse modelo vai além da lógica tradicional de investimento social. Em vez de apenas financiar projetos, a proposta é construir capacidade, autonomia e sustentabilidade no longo prazo.
As organizações participantes do projeto têm acesso a uma programação estruturada que inclui capacitações, mentorias e conexões estratégicas. Tudo isso parte do princípio que cada organização é única.
Por isso, o trabalho começa com um diagnóstico individual, que permite identificar desafios e oportunidades específicas. A partir daí, são desenvolvidas ações sob medida, como:
Além disso, o próprio espaço funciona como uma ferramenta de profissionalização. Ter acesso a um ambiente estruturado para reuniões, eventos e articulações fortalece a credibilidade das organizações e amplia suas possibilidades de atuação.
A atuação da Casa Oté está orientada por três grandes frentes de fortalecimento das OSCs:
Embora conte com um grupo de organizações residentes, a Casa Oté não se propõe a ser um espaço fechado.
A programação também inclui atividades abertas à comunidade, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo o vínculo com o território. Isso garante que o impacto vá além das organizações diretamente apoiadas, alcançando um ecossistema mais amplo.
A atuação da Casa Oté também se conecta diretamente com uma iniciativa fundamental para o território, o Comitê Social da Regional Noroeste.
Criado em 2021, o Comitê surgiu em um momento em que não existia um espaço estruturado de articulação entre as organizações locais. A proposta, idealizada pela Vale, foi criar um fórum de diálogo que reunisse diferentes atores do território como lideranças comunitárias, escolas públicas, serviços públicos, organizações sociais e empresas.
Desde então, o Comitê se consolidou como um espaço de troca, escuta e construção coletiva, com foco no desenvolvimento comunitário.
Sua atuação se baseia em quatro pilares principais:
Nesse contexto, a Casa Oté exerce um papel estratégico de ser responsável pela gestão executiva do Comitê. Na prática, isso significa apoiar o funcionamento contínuo dessa rede, fortalecendo as conexões e garantindo que o diálogo se traduza em ação.
A metáfora da árvore ajuda a entender, mas é na ideia de floresta que está o verdadeiro potencial da Casa Oté.
Quando as organizações se conectam, compartilham aprendizados e se apoiam mutuamente, o impacto deixa de ser individual e passa a ser coletivo.
A Casa Oté se consolida, assim, como um espaço onde raízes se encontram, trocam e se fortalecem, criando um ecossistema mais resiliente, sustentável e preparado para o futuro.